O Peso da Responsabilidade
O ar na floresta era pesado, quase elétrico. Os sons da noite — o farfalhar das folhas, o canto distante de corujas, o estalo ocasional de galhos — pareciam amplificados, cada ruído carregando uma tensão que mantinha Hana alerta. Ela segurava os pequenos seres com cuidado em suas mãos, cada um tremendo levemente, os olhinhos curiosos mas ainda assustados.
Era impossível não sentir o peso da responsabilidade. Esses pequenos seres eram tão frágeis que qualquer descuido poderia ser fatal. Enquanto avançavam, Hana lembrava-se da primeira vez que havia visto aquele ser minúsculo no hospital, sozinho, ferido, e com aquele olhar suplicante que havia perfurado seu coração.